quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Corrida de taxi

Ontem ao voltar do centro para casa de taxi tive uma conversa com o motorista que rendeu horrores. Falamos desde a vida na Ioguslávia, a influência dos EUA, os problemas hoje aqui e no Brasil. Gosto de conversar com os mais velhos para ver quais as suas opiniões sobre a época da Ioguslávia e o que pensam de hoje. A maioria das repostas é a mesma, se vivia muito melhor, todos tinham emprego, o sistema de saúde funcionava bem, a educação era ótima, após 5,6 anos um casal ganhava o seu apartamento, etc. 
Como tenho reparado, o capitalismo chegou aqui de repente e todos sofreram um choque para adaptarem-se ao novo sistema e formas de vida. 
Fiquei pensando depois e me lembrei dos trabalhos que os meus alunos fizeram sobre os movimentos de oposição durante a Ioguslávia que falavam sobre a censura, violência, falta de liberdade, prisões, etc. Enfim, sempre há coisas boas e ruins em cada sistema. Nunca poderemos saber de verdade como foi uma época pois a tendência é sempre se idealizar o passado e achar que era melhor. Quero ler mais sobre o assunto para poder entender melhor esta terra que escolhi para viver.

Fonte da imagem: http://www.freebievectors.com/pt/pre-visualizacao-do-item/69858/bandeira-jugoslavia-historica-clip-art/

Um comentário:

  1. Que comentário interessante Marília!!
    Sempre tive curiosidade em conhecer esta região porque na década de 90, quando eu estava entrando para o ginásio (hoje ensino fundamental) eu achei muito curioso estudar sobre um país chamado Iugoslávia e no ano seguinte este país "não existir mais". Isso ficou no meu subconsciente. Depois de alguns bons anos, o interesse despertou e comecei a ler sobre esta história toda, até que em julho de 2013, consegui visitar a Croácia (fizemos um tour com seu esposo) e foi muito bacana. Confesso que não perguntei tudo o que eu queria sobre os acontecidos na época, mas fizemos bons passeios. Um deles foi conhecer as muralhas de Dubrovnik com as fotos de como haviam ficado os prédios durante a guerra.
    Abçs,

    Flavia

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