quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Carnaval em Samobor

No fim de semana passado, fomos a Samobor, cidade vizinha de Zagreb e fiquei surpresa com a produção para o carnaval. Como já tinha escrito em outros posts, esta cidade é famosa pelo carnaval, sua mostarda e bebida bermet. Um vilarejo turístico, muito fofo que é o lugar de escape de muitos zagrebinos nos fins de semana.
Quando chegamos, todas as ruas, cafés e restaurantes estavam enfeitadas com máscaras e bonecos. Fiquei, pela primeira vez, curiosa em conhecer o tão famoso carnaval. Começa, na verdade, amanhã com a entrega da chave da cidade e vai até dia 12. Nos deliciamos em um restaurante e depois tomamos um café com o famoso sonho "krafna" que é servido durante o carnaval. Perfeita combinação!

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

A vida na neve

Viver em um país com neve, requer muito mais habilidade e preparação do que eu imaginava. Ainda mais quando está nevando direto, acumulando grandes quantidades. Nunca pensei nisso até passar por isso.
Sair mais cedo, pegar um ônibus ou trem antes do normal, limpar o carro, tirar a neve, andar mais devagar, calcular melhor o tempo são coisas que passei a fazer desde então. A neve até que já passou, aí começa a escorregar. É preciso um cuidado enorme para não deslizar e não cair de bunda no chão.
Sobre o clima, não posso reclamar. A temperatura está por volta do zero, neva aqui e ali, chove e não faz muito frio. Melhor assim que aqueles menos terríveis que já peguei.
O negócio é aproveitar, comer coisas quentes, para quem pode, fondues, tomar chás e cafés, ficar em casa enrolado no cobertor e dormir até não poder mais. Pelo menos no findi!
P.S A foto tá meio tremida, pois a minha mão estava congelada na hora!!


terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Ir e voltar

Após um mês de Brasil, volto às terras geladas e brancas da Croácia. De ontem para hoje nevou 68cm!!! Há mais de 100 anos não se via tanta neve. É bizarro! A previsão é que continue nevando nos próximos dias, quero ver onde vai parar...
Lá e aqui são as minhas casas. São dois mundos divididos por 12 mil quilômetros, ao mesmo tempo conectados pela minha história e vivência. 
Voltar para lá é estranho e um choque: térmico, cultural, de cores e sabores. Rapidamente a gente se adapta a algumas coisas, outras não, como o calor e mosquitos. É claro, na praia, fica difícil de não reclamar destes quesitos. Em compensação a comida, a variedade de frutas e legumes, receitas, é de dar água na boca. Sem falar a família, amigos, língua e tudo mais.
Retornar pra minha casinha é gostoso, minhas coisas, meu mundo. Acho que quando a gente mora fora sempre tem uma sensação meio dúbia, uma divisão interna e um acréscimo de experiências que nos faz seguir adiante.