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Mostrando postagens de Fevereiro, 2016

Aix en Provence: paixão à primeira vista

Quanto mais viajava pela França, mais gostava e achava estranho o por quê que as pessoas achavam os franceses grossos. Mais tarde viria a ver que se trata dos parisienses e não do povo todo! Aix en Provence foi paixão à primeira vista! Foi muito rápido, mas muito intenso. Passamos só uma noite e uma manhã, mas foi o suficiente para deixar com um gostinho de quero mais! Me lembro que fiquei encantada com a charmosa iluminação das ruas, como é gostoso conhecer uma cidade à noite e com uma temperatura agradável! Fora o fato de não ter segurança nas ruas e não sentir medo de andar livremente! Uau! Jantamos num lugar barato, isso é, 5 euros por um prato de comida! Podíamos escolher o tipo de massa e de molho. Caminhamos na frente de uma igreja que estava tendo um conserto e entramos. Eu não podia acreditar naquela cena: eu sentada na igreja, sábado à noite, o que está acontecendo comigo, meu deus!!! No dia seguinte, fomos ao Museu do Cézanne, um pintor pós-impressionista de lá, cuj

Avignon: uma ótima surpresa

Até aquela viagem, nunca tinha ouvido falar sobre Avignon. Depois que cheguei é que fui saber um pouco mais. Avignon é uma cidade conhecida por ter sido por muitos anos a residência dos papas. Seu Palácio dos Papas é enorme, incrível. A cidade é cortada por um rio, o que viria a perceber nas próximas viagens que adoro ver nas cidades europeias. Ficamos em um hostel e pela primeira vez percebi como que é importante a companhia para viajar, ou seja, é preciso ter interesses em comum e ritmos parecidos, se não, cada um quer ir para um lado e não se vê nada! Os primeiros desentendimentos aconteceram ali, entre nós, mas conseguimos contornar e seguir a viagem tranquilamente,  Não gosto de turismo religioso, mas não pude deixar de apreciar a arquitetura e sua magnitude. A partir daquela viagem comecei a perceber a energia que tem nas igrejas e tentar entender o por quê que as pessoas buscam tais lugares para encontrarem a sua paz. Como estudei história e sou bem cética, não consig

Marselha, muito prazer!

A minha primeira viagem de low cost não foi das melhores. Saímos em cima da hora, tivemos que correr naquele imenso aeroporto de Barajas, tive que jogar fora meu canivete, não tinha nada pra comer no voo, enfim, várias novas experiências. Mas, apesar de tudo, a viagem foi rápida e tranquila! Pousamos em Marselha, a cidade mais antiga francesa e fomos de ônibus para o centro. Enquanto via aquela paisagem agreste, ouvia a minha seleção de músicas que me remetia ao amor que não tinha dado certo, às lembranças e memórias ainda muito recentes e dolorosas. "Dont get me wrong" estava presente diariamente. Éramos três mulheres viajando, cada um com seus pensamentos e mp3.  No começo, achei muito estranha Marselha com seus moradores africanos vendedores de bolsas italianas e ruas vazias. Mais tarde, ao nos aproximarmos do mar, pude apreciar a beleza incrível de seu cais e suas centenas de veleiros. Passeamos de bicicleta, caminhamos e nos divertimos num belo pôr do sol. Me chamou a

Madri: una cidad muy especial!

Ao pegar a minha bagagem e o metrô me vi cercada de pessoas de todos os cantos do mundo, falando línguas que eu nem imaginava que existiam, com caras e raças das mais diversas e imediatamente pensei:  —  poderia morar aqui. Aquele ar cosmopolita do metrô me encantou e a segurança, já naquele primeiro contato com Madri, me deixou tranquila e contente. Pensei:  —  sim, um outro mundo é possível. Saí do Brasil extremamente descontente e com a sensação de que o que vivemos lá é algo que não é normal, o medo de sair na rua, de assaltos, etc. Pois ali estava a prova que era possível viver de outra maneira. O primeiro aprendizado que tive na viagem foi  ver que é preciso escrever os dados com letra legível e completos quando se viaja! Isso porque ao chegar na parada de metrô, da casa da minha amiga, fui ver o endereço e não conseguia entender direito a minha letra (quem me conhece sabe que quando escrevo só eu entendo e olhe lá!)! Pensei em ligar para a minha mãe, mas era madrugada no Bras

Viagem pela Europa: o começo de tudo

Vasculhando os meus mapas da minha viagem pela Europa me veio uma porção de sentimentos e sensações que vivenciei que me deu vontade de escrever sobre eles. Vou aproveitar a inspiração e compartilhar um pouco da minha viagem pelos países que viajei! Será um formato diferente do que escrevo aqui no blog, portanto, não estranhem! Diário da minha Primeira viagem à Europa Quando vim para a Europa a primeira vez foi em novembro de 2007. Tinha 23 anos, acabado um relacionamento de quase um ano, me formado na faculdade, procurado emprego e não encontrado, ou seja, estava no fim de uma etapa da minha vida, mas não tinha ideia o que me aguardava. A expectativa era a mínima, tinha a sensação de estar indo para Europa como quem vai para Anta Gorda (uma cidade no sul do Brasil que acho muito engraçado o nome!). A ideia era sair, buscar novos ares, fazer um mochilão, esquecer daquele sofrimento que estava passando e visitar o meu irmão que na época estava morando em Dublin. O roteiro? Era o